O Distrito Federal concluiu 7.279 projetos de infraestrutura nos últimos anos, aplicando R$ 89 milhões em obras de mobilidade urbana e drenagem. As intervenções alcançaram todas as 35 regiões administrativas da capital federal, priorizando viadutos, transporte público e sistemas de captação pluvial. O Túnel Rei Pelé, localizado em Taguatinga, destaca-se como a principal obra viária do período. A estrutura atende aproximadamente 140 mil pessoas por dia, incorporando passagem subterrânea, pistas de apoio e boulevard destinado ao transporte coletivo. A conclusão ocorreu em 2023 após 24 meses de trabalhos. ## Construção de viadutos mobiliza R$ 89 milhões em recursos Onze novos viadutos foram entregues entre 2019 e 2025 no DF, integrando programa permanente que articula recuperação de estruturas existentes com construção de novas obras. As ações abrangem reformas no Eixão, intervenções no Plano Piloto e a Ponte Honestino Guimarães. O Drenar-DF, projeto de drenagem considerado o maior da história regional, solucionou problemas de enchentes no início da Asa Norte. Vicente Pires recebeu 10,2 quilômetros de galerias instaladas nas principais vias, diminuindo alagamentos durante o período chuvoso. Conforme representante da Secretaria de Obras, as obras de drenagem são essenciais para assegurar mobilidade e segurança. Em Vicente Pires, cada progresso na rede de captação influencia diretamente a qualidade de vida dos moradores. ## Gratuidade no transporte soma 38,2 milhões de viagens A política de tarifa zero nos transportes públicos durante domingos e feriados gerou 38,2 milhões de deslocamentos sem cobrança de passagens. O programa abrange usuários de ônibus e metrô desde o início da implementação. Simultaneamente, seis novas rodoviárias foram construídas em diferentes regiões administrativas. Os restaurantes comunitários distribuem 1,4 milhão de refeições mensais, conforme dados da administração local. O programa expandiu-se para 13 unidades distribuídas em áreas de maior vulnerabilidade social. Como mensurar os resultados efetivos desses investimentos em infraestrutura urbana? Analistas em planejamento territorial indicam que obras de grande escala necessitam prazo extenso para evidenciar impacto integral na mobilidade. ## Setor educacional ganha 13 escolas e 27 creches A área educacional recebeu 13 novas escolas e 27 creches construídas. As unidades respondem à demanda acumulada em regiões de crescimento populacional, especialmente Sol Nascente e Pôr do Sol. O professor de políticas públicas da UnB, João Silva, avalia que os investimentos em infraestrutura são indispensáveis, porém a manutenção e operação adequada das obras definem seu êxito em longo prazo. O Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz, situado na Saída Norte, e o Corredor Eixo Oeste, conectando Sol Nascente ao Plano Piloto, representam as principais intervenções viárias executadas. A reconstrução do viaduto no Eixão Sul, que havia desabado em 2018, foi concluída em 2021. ## Questões sobre sustentabilidade financeira persistem Ainda que os números demonstrem avanços, subsistem dúvidas sobre a viabilidade financeira dos programas. O orçamento destinado à manutenção das novas estruturas permanece dependente de aprovação na Câmara Legislativa, segundo análise da Companhia de Planejamento do DF. O programa Cartão Gás, destinado a famílias de baixa renda, contempla atualmente 85 mil beneficiários. A iniciativa demanda investimento mensal de R$ 8,5 milhões em subsídio ao gás de cozinha. A verificação da eficácia dos R$ 89 milhões aplicados em obras será possível nos próximos anos, quando indicadores de mobilidade urbana e qualidade de vida possibilitarem comparação com dados históricos anteriores. O impacto concreto dessas intervenções no cotidiano dos 3,1 milhões de habitantes do DF exige avaliação técnica permanente e transparência no monitoramento de resultados.